Cinco dicas para estimular a responsabilidade social em sua equipe – Mendes & Nader – Comunicação Corporativa e Responsabilidade Social

Cinco dicas para estimular a responsabilidade social em sua equipe

Data: 18 mar 2014 | Categoria: Responsabilidade Social Tags: , , ,


Um projeto de boas práticas sociais e responsáveis deve começar pelos colaboradores, veja como colocar isso em prática

O novo cenário de mercado para as empresas, sejam elas pequenas ou grandes, está cada vez mais complexo e desafiador. Pensar em satisfazer o consumidor e entregar resultados aos investidores não é mais suficiente, a organização precisa se atentar aos diversos grupos de interesse que estão ao seu redor e são impactados pela sua atividade. A comunidade e o meio ambiente são de grande preocupação, já que a responsabilidade social tem sido tema de interesse global nos últimos anos.

O acompanhamento de tendências tão importantes, porém, nem sempre é fácil. Uma pesquisa feita pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) em parceria com a Ipsos Public Affairs, publicada pelo site do Valor Econômico em 26 de fevereiro, ouviu 3 mil pessoas em 70 cidades brasileiras sobre responsabilidade social. Na consulta, 73% dos entrevistados afirmaram não se sentirem estimulados a realizar doações ou desenvolver trabalho voluntário. Entre os motivos para não doar está a falta de dinheiro (58%), a ausência de informação (18%) e de confiança nas organizações (12%).

Diante de um cenário como este, de que maneira, então, uma empresa pode começar a desenvolver sua responsabilidade social? Qual a melhor forma de estimular o desejo nos funcionários de participar em ações sociais? Para trazer dicas práticas e simples de como fazer a responsabilidade social se tornar uma realidade, a ACIC conversou com Silvana Nader, sócia-diretora da Mendes & Nader Comunicação e Responsabilidade Social, de Campinas (SP). Confira a seguir.

1. Tudo começa dentro da própria empresa
Ao pensar em desenvolver qualquer ação voltada à responsabilidade social, é preciso que a empresa olhe antes para o seu próprio ambiente interno e se questione se já está sendo socialmente responsável consigo mesma. Afinal, de nada adianta uma organização querer ter boas práticas com a comunidade em seu entorno se sua conduta com a saúde e segurança no trabalho não está adequada.

“Um bom começo é fazer a lição de casa, tendo coerência entre discurso e prática de valores. Condições de trabalho adequadas e justas são a maior motivação para o funcionário e a primeira responsabilidade do empregador”, afirma Silvana Nader. A profissional defende que a empresa precisa ter discurso e atitudes em harmonia. “A partir daí, é possível pensar numa mobilização interna em direção a ações sociais”, acredita.

2. Os funcionários precisam querer participar
Não é suficiente que a empresa queira ser socialmente responsável, é essencial que toda sua equipe também tenha esse desejo. Do contrário, a organização pode cair no erro de forçar algo que não é da vontade de seus colaboradores, fazendo a responsabilidade social se tornar uma obrigação. “Esse é um processo que precisa nascer da vontade dos gestores e da equipe. Não pode se configurar como um ônus a ser carregado, mais um projeto, mais um compromisso na agenda, mais uma tarefa a ser cumprida”, explica Silvana.

Para evitar esse equívoco, uma opção é começar entendendo o que os próprios colaboradores querem fazer em matéria de responsabilidade social. Alguns dos funcionários, por exemplo, podem morar na própria comunidade em que a empresa está inserida e, por isso, conhecerem as necessidades da região, sendo capazes de dar sugestões e trazer ideias.

“É preciso sensibilizar e engajar de forma simples, mas com foco no diálogo, na capacidade de ouvir, entender e alinhar ex

3. Comece pelo básico 
A empresa não precisa se espelhar, num primeiro momento, em grande marcas que realizam projetos extraordinários de responsabilidade social. De acordo com a profissional, isso pode, inclusive, desmotivar a seguir em frente. “Ao invés de motivar, podemos correr o risco de entrar em um estado de imobilidade diante do avanço dos demais, em especial dos concorrentes”, alerta.

Por isso, a profissional orienta que a empresa olhe para o que está logo ao seu lado, começando pelo básico, a fazer a diferença em ações que, apesar de modestas, já representam um importante primeiro passo, como, por exemplo, “iniciar ou aprimorar a coleta seletiva; fazer campanhas de combate ao desperdício de energia; descobrir quem são os vizinhos e se eles são prejudicados de alguma forma pela atividade da empresa; saber se existem ONGs ou associações de bairro atuando na região onde está instalada a empresa”, exemplifica.

4. Estimule a equipe 
Para que as ações da empresa se tornem algo duradouro e passem a fazer parte de sua cultura, é importante criar uma continuidade no processo, de modo que os colaboradores queiram naturalmente inserir as atividades em sua rotina. Segundo Silvana, uma forma de tornar isso possível é formalizar a conduta por meio de alguns profissionais.

“Um pequeno comitê ou uma liderança interna podem servir como interface com os demais funcionários e gestores. Da mesma forma, é preciso haver um consenso no grupo. É o coração que manda. Ele é o principal gestor do projeto”, explica.

5. Dê retorno 
Um dos fatores que mais ajudam a motivar as pessoas é ver os resultados de sua participação. Por isso, é fundamental dar retorno aos colaboradores do bem que sua contribuição gerou.

“A expectativa entre os envolvidos é grande. Ao abrir as portas para a comunidade e demonstrar interesse em participar e contribuir voluntariamente, a empresa tem a responsabilidade de dar o retorno aos envolvidos. Um projeto pode ser pequeno, mas precisa acontecer para não frustrar. Caso contrário, a mobilização e a credibilidade ficarão comprometidas”, alerta Silvana.

fonte: http://www.acic.bz/